A memória do teu cheiro vem tirar meu sono
me fazer menina de coração palpitante
enrolada em trama fértil de pensamentos:
Devaneios novelísticos, cinematográficos,
Ensaios amorosos que desafiam o tempo,
que desafiam o amor do nosso tempo.
(O amor do nosso tempo: um quase-amor
que transborda em lava e petrifica
antes de queimar no peito.
Nunca chega a ser)
Minha cena é fluida, a melodia não desafina,
tece enredos encantados, fascinante obra.
Porém; nenhuma rubrica de ilusão.
Sabe-se volátil, prestes a sumir.
Desfaz-se ao menor sinal de realidade
Esterelizada na dura certeza do desatino.