o sol
essa luz toda
ilumina a vida
mas não a revela
enquanto isso
o povo queima
há plantas minhas
que desfolham-se
bem do jeitinho
que eu queria
desfolhar-me
com o céu
em degradê
no plano de fundo
Eu cá com meus botões
E na calçada do 134
O jasmim-árabe
Lá com seus botões
Flor de Sal
e as lágrimas
que derramamos por aí?
conseguem irrigar um amor
que quer florir?
Angústia diária
Todo dia eu penso em dizer não.
Sol Enluarado
Ai que eu vi, vi!
Vi o Sol se indo, o danado
Brincando de ser lua
Lua vermelha tipo a de Bethânia
Toda sertaneja aprumada ela-ele
Eu vi, ai, um Sol Lunar!
De um tom terroso-celeste
Sei nem dizer o quê
De é tanta mistura
Até confunde as frases
E as fases
da lua, que agora são cinco:
nova, crescente, cheia, minguante
E solar!
Quanto tempo
Esse tempo
foi o suficiente?
Quanto tempo leva pra ajustar
As lágrimas num ombro
O corpo num abraço
O sorriso num olhar
Quanto tempo leva pra ajustar uma vida na outra?
Quanto tempo leva pra saber o tempo bastante?
(Quanto tempo não te vejo)
Réplicas Poéticas
Oh, Deus me ajude!
Acho que estou me apaixonando
Novamente (ou ainda mais)
Por ele
De madrugada te quero
De madrugada desperto
Louca pra te achar em juras de amor virtuais.
Não encontrando respostas,
julgas não ecoarem em meu peito.
Tudo que vem daí encontra cama quente
Abrigo ansioso para teus ensaios poéticos
De madrugada espero…
Amor e Razão
A vontade surge em ondas
Engloba-me dos pés à cabeça
E escorre…
Calmamente se esvai
Mas nunca completamente
A umidade não seca
São gotas de um amor que quer
Que quer ficar
Que quer fertilizar
Que quer florir
E que sobretudo o quer
Ah, querido, te quero
Mas os dilemas são tantos
Os pensamentos se confundem
O amor de um lado
A razão do outro
Querendo coexistir
Fazendo força para não parecerem tão insanos frente um ao outro
Quem dera não fossem tão incompatíveis assim