Eu me olho no espelho e me vejo colorida
Cor de vontade de preencher os pulmões de ar de chuva
Matizada pelo alívio de poder sorrir sem parecer deslocada
Em aquarelas de intenções de recomeços e desbravuras
Amanhecida de ideias azuis e coragens alaranjadas
Toda trabalhada numa paleta de tons quentes e agudos
Uma camaleoa que se vai colorindo de por-onde-passa
Respiro o verde cintilado de sol das cinco da tarde
E penso: é tão bom ser arco-íris de novo

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