O verso do mundo está escrito em minha pele
Macia, estriada, tigrada, tigresa. Indomável
Meu corpo-mapa de segredos e feitiços
Miríades de possibilidades existenciais
Memórias ancestrais ancoradas no sempre
Vasta, como o vento que estremece a floresta
Úmida, como a terra fértil de escrevivências
Quente, como a luz derramada do crepúsculo
Escritos sob ou sobre minha pele:
É só fechar os olhos; tatear; e sentir o arrepio
Encarar as sombras e as constelações
Que me fazem poeira de estrelas
Filha do infinito, Mãe do tempo
Desafiador é não saber nem metade
Da vastidão que me habita
Ignore as profecias, invalide seus sentidos
e
Se achar uma saída, parta
Poupe-se de olhar para trás
Quem me quer ler, jamais encontra a última página