poesia
é quando vem um frio na barriga
um nó na garganta se instala
os pés paralisam a marcha e
de repente
não mais tocam o chão
poesia
é quando os pelos arrepiam
o sorriso é a esperada obviedade
a pele apela por salvação
os olhos arregalam
a lágrima escorre
poesia
é quando o queixo cai
o tempo desacelera
a voz some
com vontade de gritar
poesia
é quando o corpo todo sente
e nada mais resta
a não ser recomeçar. do início
e brincar de não ter fim