(ao amigo Ronaldo)
Meu isolamento é nada
Enquanto eu só, muitos voltam ao pó
Eu desço nessa solidão, aterrizo
As plantas dos pés, as digitais
Digitálicos são insuficientes
Ao meu coração congesto
Os dígitos estão a esmagar-nos
Faltam contadores
Para as nossas histórias interrompidas
Rompeu-se a linha do meio. Milhão

Milhões de vezes eu lá sorri
Naquele beco de corujas. Lá
Naquele Trem das Cores
Mel de olhos luz, a Vista que embaça
Difícil ser Alegre, difícil ser.
A máscara cobre o grito, cobre o canto
Teu canto que não encantará mais
Mas ecoará na pura memória, de algum lugar
Em comemoração à tua passagem
Seremos vivos dia após dia
Dia após dia os átomos todos a dançar
Como crianças cor de romã
Seremos vivos

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