Desconheço ainda uma forma
Um molde para nosso querer-bem.
O indefinido, ou melhor,
Um indefinido (artigo mais coerente)
É mais íntimo dos nossos rumos
que qualquer outro verbete dicionaresco
imposto na cartilha social.
Este poema que me perdoe,
preciso mudar de assunto.
Uma palavra veio alada para me levar.
Furtou-me a poesia difusa, sem contornos.
Não me deu muito em troca, pois.
Eis o que deixou:
Íntimo. Intimidade. Quero. Ou quero-te.
Será que tu é (és) o sujeito?
A necessidade não sustenta existência,
Mas a vontade, ah, essa é intensa.
E digo mais,
perigosamente intensa.