Nem sei, só sei
que te quero.

Meu querer é morada,
é pousada pro teu cansaço,
é carinho pra tua pele quente,
é abraço pro teu corpo fatigado de prazer,
é proximidade que faz perder o ar,
perder a linha, o senso, o controle.
Perder-se de mim.

Me achar em ti:
No olhar de desejo e cumplicidade;
Na respiração, ora intensa, ora entrecortada;
No sorriso lascivo e insistente
sem força de seriedade;
No jeito incrível de se aproximar,
de se fazer presente.
– Sorrateiramente delicioso –
No nome não dito, mas
em perfeita consonância de compreensão.

Incrível como você chega
com teu querer manso, despretensioso…
Ensinando-me que viver é arriscar-se.
Ah, bem sei, viver é um risco!
Porém, mais arriscado é não viver.
Obrigada!
Obrigada por teu doce querer.

Alba Sáenz – Madrid 2018 – @ilustralba

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