Inexiste o presente.

Enquanto substância densa,
bloco de tempo, tempo em bloco.
O presente é limbo, linha, portal.

O futuro-nube: vasto, alvo, profícuo!
deliberadamente caminha nas horas
e é pó.
O passado-poeira: estéril, imutável, débil…
varre vacilante a cinza cronológica.
O presente-traço: tênue, fugaz, implacável!
é a dobra, a quina, a curva,

Espaço-instante que não se estabelece.
Só passa e é memória.

A Persistência da Memória – Salvador Dalí – 1931

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