Sim, naturalmente as palavras são nossas ferramentas de sobrevivência, afinal, como colocar nossos desejos sem a linguagem? Isso, claro, em se falando da linguagem verbal, que é a principal e rege a comunicação.
Ah… mas existe o silêncio: um grande imperativo nas relações que é quase como o ar, como a ideia de Deus, onipresente, onde tudo se apoia. As palavras são o burburinho imaturo que dança no espesso tecido do silêncio. Espesso sim, pois está longe de ser somente a ausência de som. Antes, é o berço de toda nota musical que ecoa, seja em prosa ou em verso.
Pena não sabermos lidar com sua múltipla significância e, como bobos, tentarmos evitá-lo, não acreditando em seu poder. Ora, o silêncio é anterior à linguagem, é eterno, sempre existiu, sempre existirá. As palavras são como as almas errantes que vagueiam no universo, têm começo, meio e fim.
E fim.
