In-can-sa-vel-men-te tu vens
E o cansaço é imobilizante…
Outrora foste até saudável
Hoje és aflitiva e conflitante.

Agente da penitência
Das mentes exageradas
Criativas, confusas, nocivas.

Tua toxina vem para adoecer
Espanta seguranças frágeis
– que imploram permanência –
O chão faz escorrer
Desfalece toda alegria
Com ensurdecedores sussurros
De questionamentos vãos…

Será que a loucura reside no questionador
E, em verdade, tu, fonte de liberdade,
Só anseia dissipar a escuridão?

Fica a dúvida.

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